Se você investe em imóveis, pensa em comprar para alugar ou já vive de renda imobiliária, a reforma tributária não é um detalhe. Ela muda o jogo. E, junto com a reforma da renda, exige mais estratégia e menos improviso.
Aqui na Nilo Uebel, nosso papel é justamente esse: traduzir o que parece complicado e ajudar você a tomar decisões melhores, com menos susto e mais previsibilidade.
Porque ela mexe em dois pilares do investimento imobiliário:
*Construção (custo do imóvel)
*Locação (renda mensal)
E, para deixar tudo mais interessante (ou mais complexo), entra em cena também a reforma da renda, que altera a tributação sobre lucros, principalmente para quem investe via pessoa jurídica.
O efeito final não é igual para todo mundo. Vai depender se você investe como pessoa física, empresa ou fundo imobiliário. Spoiler: quem não se planejar pode pagar mais imposto sem perceber.
Vamos simplificar:
Tendem a ganhar.
O novo sistema cria créditos tributários sobre materiais e serviços. Isso reduz o custo da obra. Menos imposto “enterrado” no concreto, mais eficiência no projeto.
Impacto limitado.
Na maioria dos casos, continuam fora do IBS e da CBS, pagando basicamente IR sobre a renda e o ganho de capital.
Tendem a perder.
Entram no radar do IBS/CBS e ainda sofrem com a nova tributação sobre lucros. A carga sobe, e sobe bem.
Tendem a perder.
Como não geram créditos tributários, podem acabar absorvendo parte do aumento via reajuste de aluguel.
Ganham competitividade.
Mantêm, por enquanto, um regime mais vantajoso. E isso deve atrair capital.
Hoje, cada etapa de uma obra carrega imposto que vira custo definitivo. ICMS, ISS, PIS, Cofins… tudo embutido e sem volta.
Com a reforma, isso muda.
O novo modelo cria um sistema de créditos tributários:
*O imposto pago em materiais e serviços vira crédito.
*Esse crédito pode ser abatido de outros tributos.
*Resultado? Obras potencialmente mais baratas.
Mas atenção:
👉 Isso só vale para imóveis construídos já dentro do novo sistema, que começa a operar a partir de 2026 (ano teste).
Ou seja: projetos novos podem nascer mais eficientes. Imóveis antigos não entram nesse benefício automaticamente.
Aqui está o ponto de maior atenção.
Hoje, a carga tributária média sobre locação gira em torno de 3,65%.
No novo modelo, ela pode subir para algo próximo de 9%.
Quem sente mais:
*Aluguéis para pessoas físicas
*Empresas do Simples Nacional
*Proprietários com 4 ou mais imóveis e renda anual acima de R$ 288 mil
Na prática, isso cria um dilema:
*O proprietário absorve o custo?
*Ou repassa parte dele no aluguel?
Na maioria dos casos, a resposta será um meio-termo. O impacto existe, mas não é automático nem igual para todos.
Se a reforma tributária melhora a lógica da construção, a reforma da renda vai na direção oposta para quem vive de locação via empresa.
Antes, havia uma neutralidade histórica:
*Imóveis: cerca de 14,5%
*Mercado financeiro: 15%
Agora, essa neutralidade acabou.
Para empresas de locação com lucros mais elevados, a carga pode chegar perto de 25%.
E aí o investidor faz a conta básica:
“Pago 15% na renda financeira ou 25% na locação?”
O dinheiro não é emocional. Ele vai para onde rende mais e dói menos no imposto.
Com esse novo cenário, os FIIs surgem como uma alternativa natural:
*Mantêm tributação mais estável
*Oferecem renda imobiliária
*Diluição de risco
*Gestão profissional
Isso não significa que investir direto em imóveis acabou. Significa que a estratégia precisa evoluir.
O impacto final da reforma depende de:
*PF, PJ ou FII
*Tipo de imóvel
*Perfil do inquilino
*Momento do investimento (novo ou antigo)
Cada carteira vai reagir de um jeito. Quem tratar tudo igual vai errar.
Aqui vai o básico que todo investidor deveria revisar:
*Como seus imóveis estão estruturados: PF, PJ ou FII?
*Quem são seus inquilinos: contribuintes ou não?
*Há novos projetos de construção no radar?
*Vale reestruturar a operação no médio prazo?
Planejamento agora evita dor de cabeça depois.
2025: regulamentação e preparação
2026: ano teste (calcula, mas não paga)
2027: início do impacto real
2028 a 2032: transição gradual
2033: novo sistema 100% em vigor
Ou seja: dá tempo de se preparar. Mas não dá para ignorar
A reforma tributária não mata o investimento imobiliário, mas muda as regras do jogo.
Quem entender antes, se posiciona melhor.
Quem esperar demais, paga mais imposto.
Aqui na Nilo Uebel, nosso compromisso é ajudar você a navegar esse novo cenário com informação, estratégia e visão de longo prazo.
Se você tem dúvidas sobre como essas mudanças impactam seu patrimônio ou seus investimentos, converse com a gente.
Imóvel continua sendo um ótimo negócio, desde que bem planejado.